Para a igreja por muito tempo desde o Império Romano, toda comunidade era como um afastar-se do mundo, e assim iam para as montanhas viver sua fé mais intensamente. Isto porque o Império Romano se havia convertido na fé do Império e por tanto era necessário para conservar a pureza do Evangelho esta maneira tão radical de entrega. Com o tempo a Igreja reconheceu outras comunidades religiosas que foram aproximando-se mais à vida do mundo, e por isso a expressão própria que se usava naquela época ¨fugi mundi¨. E assim então se constituiu as grandes comunidades, para ir formando um novo mundo, mas separado do mundo, para que o mundo descobrisse neles os rastros da vida eterna. Toda a Idade Média em ocidente foi formada pelos monges, especialmente os monges beneditinos e ao redor de seus muros iam nascendo as cidades. Por isso o ritmo da cidade era marcado pelo sino do convento que tocava às 6h, 12h e às 18h. Era o ritmo da oração do convento que determinava também o ritmo do trabalho e da vida. Mas, chegou a luz elétrica e com ela o mundo se converte em um mundo diferente, se afastando destes símbolos religiosos, se afastando também do ritmo da oração e do contato com Deus. Então, chega o momento em que a Igreja começou a converter-se em uma Igreja missionária dentro do mesmo mundo. Os jesuítas rompem o ritmo de oração do convento e o centram fundamentalmente na pessoa e saem a evangelizar sem ter esse ritmo de oração comunitária que marcava a vida. Assim foi a primeira comunidade que rompeu esta ordem dentro da Igreja porque o mundo necessitava precisamente do Evangelho e se converteram nos grandes missionários do mundo.
Mas, isso não bastava, e pouco a pouco foi crescendo na Igreja, que o mundo era uma criação de Deus e por tanto é santo, que tinha que ser também santificado o mesmo trabalho no cotidiano de cada dia, na família, onde se vive e se transmite fundamentalmente o evangelho. Nascem assim, as comunidades que vivem no mundo para consagrar o mundo e converte-lo também em um lugar de encontro com Deus. Isto é Maria no meio do mundo; é Maria que consagra o mundo. E por isso a grande expressão que determina estes Institutos, que o Papa aprova em 1947, que se chama a todos esses institutos ¨consacratio mundi¨, aqueles que querem consagrar o mundo e converte-lo em lugar de encontro com Deus. Nesta perspectiva compreendemos ao Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt.
Tão certo estava disso o Padre Kentenich, que ele diante do Papa Pio XII, o mesmo que consagrou esta constituição da Pro Vida Mater, ele faz uma promessa também, de que vai fazer-se responsável dentro da igreja de que existam estes Institutos que consagram o mundo a Deus e se faz responsável da Constituição que ele havia proclamado no ano 47.
Por que Padre Kentenich teve esta segurança.
Porque da Aliança de amor com Maria em seus santuários haviam nascido comunidades que haviam posto o acento de suas vidas em consagrar o mundo a Deus.
O Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt, um instituto de leigas consagradas que vivem no meio do mundo, levando a missão de Schoenstatt, à luz do pensar e viver orgânico, a missão do 31 de maio. Constituiu-se no ano de 1946, e um ano depois, o Santo Padre proclamou a Constituição Pro-Vida Mater, Icclesiae, a base jurídica para todos os institutos em Schoenstatt.
Um pouco da história...
1932- Alguns jovens do Movimento Apostólico de Schoenstatt procuram novos caminhos. Aspiram a uma forma de vida apostólica, consagrada no meio do mundo e desejam a formação de uma comunidade correspondente.
1938- A nova comunidade escolhe o nome “Frauen von Schöenstatt” -Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt”.
1946- O Instituto desenvolve-se de tal modo que o Pe.Kentenich, ao regressar do campo de concentração de Dachau pode proceder à sua constituição oficial em 2 de fevereiro. “Agradeço a todas que no discurso dos anos se mantiveram tão fiéis à Família, que lhe deram seu melhor, que nada retiveram na entrega da sua vida à Família-Instituto. Espero que nos tornemos num diamante da coroa da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt” ( Pe. Kentenich 2,2,1946).
1947- A 2 de fevereiro a Santa Sé publica a constituição “ Provida Mater Ecclesiae” que consagra oficialmente a existência dos Institutos Seculares.
1949- Missão em 31 de maio em BellaVista como resposta às criticas da Igreja.
1951- Consagração da Região “Stuttgart”, e ideal do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt: Indivisa Christi. Exílio do Padre Kentenich.
1952- É inaugurada a casa central do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt(Alemanha).
1954- 13/05- Coroação da Indivisa: Rainha do Amor Virginal.
1960- Se faz a Cruz da Unidade no Brasil e chega à BellaVista em dezembro. Eugenia (Frau de Schoenstatt) conhece o motivo do exílio-Corrente de Vinculação ao Fundador.
1963- Proclamação do Paralelo BellaVista - Stuttgart, assumindo e oferecendo o Santuário, para o retorno do Pai ( Padre José Kentenich).
1965- O Pe. Kentenich regressa, após 14 anos de exílio em Milwaukee nos Estados Unidos. Em retiros, conferencias, contactos pessoais dá ao Instituto orientações para o futuro. (Como sinal da sua gratidão para com o Instituto oferece-lhe a Cruz da Unidade original – símbolo e sinal da missão do Instituto Secular Nossa Senhora de Schoenstatt.)
1966- Coroação da Mãe e Rainha Vencedora de Schoenstatt.
1968- Pe. Kentenich envia as primeiras Senhoras à BellaVista para fazer presente às graças de Stuttgart. Festa de Nossa Senhora das Dores, falecimento do Fundador, Pe. José Kentenich. (15 de setembro)
1969- Eugenia (Stuttgar) presenteia a Primeria cópia da Cruz da Unidade para BellaVista.
1972- A 31 de Maio o Instituto é canonicamente reconhecido como Instituto Secular de direito diocesano.
1975- Vinda da Prisca (de Stuttgart) e Lúcia (BellaVista) pela primeira vez ao Brasil.
1976- Compra do Monte do Pai. Pré-Fundação do Instituto, primeira missa. (15 de julho)
1977- Em 15 de setembro é aprovado como Instituto Secular de direito pontifício, recebe o ¨Decretum Laudis¨ e são aprovados os seus Estatutos pela Santa Sé.
1979- Leonor viaja à BellaVista.
1981- Leonor se torna Postulante.
1982- Leonor assume as Filhas de Maria (primeiro grupo da Maria Augusta, Lúcia e Fátima), em Caireiras, que depois passará a se chamar Filhas Indivisas.
1985- Primeiras vocações do Instituto – Maria Augusta, Fátima e Lúcia.
1988- Em 14 de julho Eugenia falece. Em 15 de julho ocorre a Fundação do Instituto no Brasil.
1988 – 1989- Início da Construção da Casa Monte do Pai.
1994- 31 de Maio os Estatutos do Instituto Secular Nossa Senhora de Schoenstatt obtem a sua aprovação definitiva.
1998- A 25 de maio, falece Leonor, ano em que se inicia a Juventude Feminina de Schoenstatt de São Bernardo do Campo.
2003- Comemoração dos 40 anos do Paralelo BellaVista x Stuttgart. No Monte do Pai, no Jaraguá, houve a Coroação da Regina Indivisa Christi do Monte do Pai.
2006- Comemoração dos 100 anos de nascimento de Eugenia, em 18 de novembro.
Nossas co-fundadoras
Maria Eugênia Mahringer
Eugenia Mahringer nasceu no dia 18 de novembro de 1906, em Schwabisch Gmund. Conheceu Schoenstatt através de um padre schoenstattiano. Em 1928, entrou em um grupo de Schoenstatt e em 1931, nosso Pai e Fundador pediu a ela para assumir a tarefa de condução de toda a Juventude Feminina schoenstattiana na Alemanha, transformando-se assim na Primeira Dirigente da Juventude Feminina da história do Movimento.
Neste tempo em que ela foi dirigente, amadureceu em seu coração a idéia de consagrar-se virginalmente a Deus. Ela tinha bem claro que queria ser “só de Cristo”, mas não sabia aonde. Queria enormemente a vida contemplativa, dos claustros, mas às vezes se sentia responsável de levar a Deus aos homens e ao mundo.
Com o Pe. Kentenich falava em formar uma “comunidade contemplativa no meio do mundo”. Ela participou ativamente nos começos da fundação do “Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt” (1934-1935), tornando-se co-fundadora. Tinha a convicção de levar uma vida consagrada no meio do mundo.
Em 1951 a Região de Stuttgart do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt se consagrou com o ideal “Indivisa Christi”. Eugenia Mahringer teve muita influencia em sua formulação. Durante o período em que ela foi superiora desta região, se construiu o Santuário que tem a seguinte missão: “Retorno e Vitória do Pai Fundador”, este nome se deve à intima união entre essa Região, a construção do Santuário e o retorno de nosso Pai e Fundador do exílio.
O próprio Pai Fundador confirma esta união ao presentear à Região de Stuttgart, a Cruz da Unidade Original no dia 12 de dezembro de 1965.
Eugenia Mahringer visitou O Pe. Kentenich no exílio em Milwaukee (1962-1963), informando-lhe sobre toda a corrente do Paralelo “BellaVista-Stuttgart”. Foi eugenia quem reconheceu o significado da missão do 31 de Maio e este paralelo foi a maneira original de viver esta missão. Em 1965, quando nosso Pai Fundador volta do exílio, ela o acompanhou em Roma durante a sua estadia.
Em 1968, a pedido de Eugenia, o Pe. Kentenich envia as primeiras Senhoras de schoenstatt a BellaVista (Chile). Em 1968 ela visitou BellaVista e levou uma cópia da Cruz da Unidade Original. E para os 25anos de 31 de Maio (1974), ela voltou ao Chile, nosso Pai Fundador havia presenteado à Região de Stuttgart. ( A cruz da Unidade Original se encontra atualmente no Santuário de Stuttgart, sendo esta seu maior tesouro).
Nos últimos anos de sua vida (em Stuttgart), Eugenia se sentia muito comprometida com a adoração no Santuário. Eugenia faleceu no ano jubilar dos 25 anos do Paralelo, no dia 14 de julho de 1988, em seu quarto casa regional em Stuttgart.
Leonor Tarifa Gavilan - Ideal de Curso: "Domina de Schoenstatt."
Nasce em Franco da Rocha – SP, no dia 17 de setembro de 1953, no seio de uma família de treze irmãos.
Em 1974, conhece o Pe. Celestino Trevisan, que a introduz na espiritualidade de Schoenstatt. Em 1981, ingressa no Instituto Secular Nossa Senhora de Schoenstatt, em BellaVista, Chile, no primeiro curso latino-americano, cujo ideal é “Domina de Schoenstatt”.
A partir de 1982, assessora a Juventude Feminina do Movimento de Schoenstatt, em Caieiras, próximo ao Santuário de Jaraguá – SP. Simultaneamente, desempenha a profissão de psicóloga. É muito procurada e não poucos devem a ela o reequilíbrio de sua vida pessoal. Conduz todos para o valor supremo da vida: Deus!
No dia 20 de janeiro de 1990, sela seu contrato perpétuo com o Instituto. Em breve, adoece, mas, não perde a alegria e a esperança. Poucos dos que convivem com ela, sabem de seu estado grave. Leonor permanece serena e confiante. Vai ao Chile e sua enfermidade se agrava. O Pai eterno vem buscá-la no auge de sua vida, dia 25 de maio de 1998, no início do ano jubilar do 31 de maio de 1949, missão pela qual Leonor vibrava e se dedicava de modo incansável.
Maria Laufenberg "“ Lenha e oferenda no fogo do amor”
Nasceu no dia 13 de maio de 1910, na Alemanha. Quando tinha 25 anos conheceu por primeira vez a capelinha do Santuário Original em Schoenstatt. Apartir daí seu coração ficou para sempre apaixonado pela Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, captando a missão e espiritualidade de Schoenstatt.
Quando era bem jovem decidiu-se por uma vocação virginal , ela queria ser carmelita, mas quando conheceu Schoenstatt , não houve para outra opção que o reino da Mãe. Conheceu as primeiras fundadoras do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt, que levavam uma vida contemplativa no meio do mundo, falavam de ordem social no meio do mundo, onde os muros de convento tinham que ser construídos em volta do coração, onde somente Deus deveria reinar, para poder entregar-se plenamente á construção de seu reino no meio do mundo.
Formulou com seu grupo de vida o ideal: “Hóstia de Caridade.” . Formulou seu ideal pessoal em 1939: ‘’ Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt , se te parecer, concedei-me ser lenha no fogo do amor que a partir do Santuário quer incendiar a todo o mundo’’. Nosso Pai vë em Maria Lufenberg o Paralelo Feminino com José Engling e a chamou ‘’O mais granado de toda Família’’, quer dizer , o mais nobre e digno. Ela sempre buscou fazer Deus presente em sua vida, mas de uma maneira silenciosa e feminina. Por exemplo: usava um broche que formava a sigla MTA, como símbolo de que seu coração estava preso ao da Mãe.
Ela morreu no dia 7 de março de 1944, quando tinha 33 anos , por causa de uma Tuberculose que adquiriu com o maltrato durante a 2ª Guerra Mundial . Está enterrada atrás do Santuário Patri Unita, na casa central da Senhora de Schoenstatt, no Schoenstatt Original. Antes de morrer ela escreveu o seguinte: “Mater , Querida Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, toma hoje e sempre toda a minha liberdade, meu entendimento e minha memória- Toma minha vontade – tudo o que tenho e possuo, e tudo que o Deus Trino me regalou através de Ti . Vës, hoje te devolvo tudo, para que possa dispor como queiras e lhe elejas. Somente te peço que me permitas amar- Te a ti e à tua Obra...Mater, vês , eu já não tenho nada que me pertença."
Nossa Atualidade
Em Junho de 1989, Ibiporã recebeu a graça de ter o Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt assessorando a Família.
O Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt quer contribuir na graça do “31 de maio” para que isso se torne uma realidade, como uma Obra da Divina Providência para esta família,para crescer no esforço do encarnar o “pensar,viver,e amar orgânicos” que proclamou nosso Pai e Fundador.
O carisma do Movimento de Schoenstatt é santificar o mundo, por isso elas são profissionais, além de atender o Movimento. No Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt existem profissionais diversas,como designer, médicas, jornalistas, professoras, arquitetas, psicólogas e outras.
De xxx a 2002 o Instituto coloca a disposição de nossa cidade,”a Senhora Lucia Ferreira da Silva” . Nestes anos ela viaja 2 vezes ao mês de São Paulo à Ibiporã. Deu inicio a Juventudude Femininae Feminina e ao Ramo das Mães.
A vocação de Lucia nasceu na Família de Schoenstatt de Careiras, à qual foi assessorada pela Senhora Leonor.
Atualmente ela é assesora da Juventude Feminina de Careiras-SP, e vive na casa do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt de Jaraguá –“Monte do Pai”
Em 2002 a nossa Família de Schoenstatt vai se desenvolvendo e requisita ao Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt um membro da comunidade que possa residir na cidade de Ibiporã. Neste mesmo ano, no mês de julho, o Instituto coloca à disposição a Senhora Rosana Silva,que passa aqui residir.
Em outubro de 2002, o Pe. Cláudio Romano (Pároco) concede a permissão para iniciar os grupos de Liga de Família. Neste mesmo ano se dá início o Grupo de Mães.
A partir daí a nossa Família estava completa, com todos os seus Ramos e a permanência do Instituto na nossa cidade.
Atualmente, além de assessorar nossa Família, a Senhora Rosana assessora também a Juventude Feminina e a Liga das Mães de São Bernardo do Campo-SP e a Juventude Paroquial do Decanato de Sertanópolis (Ibiporã, Sertanópolis, Bela Vista do Paraíso, Primeiro de Maio e Alvorada do Sul e Warta).
“Todo o nosso conhecimento colocamos à disposição de Nossa Senhora de Schoenstatt para junto com ela ajudar na santificação do mundo e mostrar que Deus está em toda parte, especialmente, no coração da humanidade.” Rosana Silva